A última sessão
Enviado por: José Carlos
Todas as manhãs Marina seguia para o escritório…fizera carreira no mundo dos negócios e agora, aos trinta e poucos anos, era uma executiva de sucesso. Diretora de uma multinacional, construíra sua vida profissional com atitudes duras- muitas vezes tomando as decisões mais difíceis, onde muitos homens falharam- aplicava a dureza de seu caráter aliada a seu senso prático.Não deixava nada para amanhã, nenhum problema por menor que fosse passava-lhe desapercebido ou á fazia esmorecer.
Tornou-se o símbolo da nova mulher! Da mulher do século vinte e um, porém solitária. Muito solitária, sua figura impunha mais medo que respeito aos homens. De forma que eram-lhes mais prático ignorar seus belos olhos verdes, suas curvas sinuosas, suas cochas grossas- se bem que quase sempre cobertas pelas calças de algum conjunto do tipo blaizer- seus seios fartos e lábios suplicantes de um beijo molhado.
Não, essas coisas não são para mim!- pensava, quando tomada daquele forte calor que subia-lhe da ponta dos dedos dos pés e formigava-lhe entre as pernas até tomá-la totalmente e inebria-la totalmente. Mais forte que sua força de vontade, muito mais forte…
Irascível desejo que lhe trancava a porta do toalete privativo de seu gabinete enquanto se masturbava. Uma, duas, três, quatro vezes ao dia. Ás vezes mais, nunca menos de duas.
Não essas coisas não são para mim- dizia-se em frente dalgum espelho todos os dias. Tinha o primo Eduardo para dizer que á amava e que um dia casaria-se com ela.Sabia que não era verdade, sabia que o primo jamais abandonaria a esposa e que era só mais um caso fixo de fim de férias uma vez por ano. Tinha o chefe, o presidente da empresa que cobrava sua parte de seu sucesso quando estava no Brasil. Uma ou duas vezes por ano se encontravam para dar uma boa trepada.
Boa só se for para ele, confessava ao seu travesseiro depois, aquele filho da puta não agüenta nem três minutos em cima de mim. Se fosse um campeonato de velocidade o palhaço ganharia o primeiro lugar antes de alguém dar o sinal para começar a corrida!
Não, essas coisas não são para mim- pensava enquanto recolhia a papelada depois de outra reunião e a socava discretamente na pasta de couro.
Não, essas coisas não são para mim…murmurava no caminho de casa, todos os dias. Menos na última sexta-feira de cada mês. Ai não!
Esforçava-se para chegar cedo em casa. Banhava-se longamente, perfumava-se, vestia-se com seu vestido mais curto. Somava o salto á média altura. Carregava no batom para engrossar os lábios, punha brincos maiores nas orelhas e sempre, sempre jogava calcinha de volta na gaveta.
Fechava a porta de casa e deixava a chave cair sozinha no chão, com o pé arrastava o tapete sobre ela e descia apressadamente pela escada. Preferia a saída de trás do prédio evitando, assim, os olhares reprovadores de qualquer vizinho.
Com passos rápidos seguia para o cinema do outro lado do bairro, sempre seguindo pelas ruas mais escuras. Sempre em cima da hora de entrar para assistir a última sessão de um filme qualquer. Pagava a entrada com o dinheiro trocado que trazia na pequena bolsa e dirigia-se a sala quatro. Sempre a sala quatro, sempre na última fileira escolhia a poltrona do meio e deixava-se quedar. Geralmente as luzes já estavam apagadas quando ele chegava…o estranho, com seu cheiro forte somado ao aroma de gim e ao odor de tabaco.
Fumara cachimbo ou charuto?- por vezes perguntava-se no dia seguinte, mas, preferia não saber. Como, também, não queria saber seu nome ou mesmo ver seu rosto com a luz acesa na sala de exibição.
Tudo que lhe importava era a última sessão de cinema na última sexta feira de cada mês.tudo que lhe importava era o que aconteceria a seguir!
Nem uma palavra trocavam e nas tentativas que o desconhecido tentou de perguntar-lhe algo deu de cara com o vazio do silêncio dela.
Naquela noite ele não atrasou sequer um segundo, como sempre sentou-se a seu lado e fingiu assistir ao filme. Correu os olhos pela sala e constatou que só estavam eles e um outro casal noutro canto muitas fileiras distantes. Calmamente deixou a pipoca de lado e esticou o braço sobre os ombros dela. Lentamente , bem lentamente, deixou sua mão grossa deslizar para dentro de seu vestido e tateou seu seio direito. Sentiu o mamilo dilatando-se lentamente, enrijecendo.
Marina não teve medo nem dúvidas, esticou a mão apressada e começou a acariciar o pênis do estranho por sob a calça grossa. Seria jeans?- quantas vezes perguntou-se isso?
Sentiu-o macio e crescendo e crescendo. Ereto, por fim, não conteve-se mais e abriu o zíper. Masturbando-o primeiro lentamente e depois cada vez mais rápido. Encostou a cabeça pendida no ombro dele e quando as cenas da película desenrolavam-se a luz do dia pode vê-lo e confirmar que era de bom tamanho…uns vinte e cinco centímetros, pelo menos. Grande e proporcionalmente grosso, pensou.
Sim! Aquelas coisas não eram para ela a não ser naquelas noites de fantasias realizadas com um estranho. Ali podia ser apenas o que realmente era! Uma mulher em busca de algum prazer, do máximo de prazer que poderia extrair de um homem…inclinou-se até poder sentir o cheiro do sexo do homem e corrigiu o ângulo de seu órgão suavemente. Até poder tocá-lo primeiro com a língua para depois abocanhá-lo. Devagar, bem devagar. Lambeu-o várias vezes e depois começou a chupa-lo sem frescura. Com verdadeira gula e sanha.
Sentiu-o esticar-se e contorcer-se na cadeira até conseguir tocar em seu sexo! Estava molhada, os grandes lábios inchados, a boceta toda ardia e lentamente, bem lentamente o estranho começou a colocar-lhe os dedos. Enfiando-os, primeiro um, depois o outros ritimadamente.
Em meses nunca deixou-se tocar. Mas aquela noite faria diferente, enquanto ele a apalpava ela engolia seu pênis vorazmente. Sra que ele vai gozar, perguntou-se.
Não, muito cedo. Concluiu, enquanto o rapaz afagava sua cabeça. Deixou o pênis dele escapar de sua boca e aproveitou para bate-lo contra seus lábios. Aproveitou para esfrega-lo em todo seu rosto.
Sem receio de nada ele levantou-se e segurando a calça com uma das mãos ela pela outra a conduziu para o corredor da fileira de cadeiras atrás deles. Lá deitou-a no chão e pôs-se a lamber seus seios. Tentou beijá-la e como foi-lhe negado este prazer desceu coma língua até o sexo dela…lambeu-o ferozmente enquanto introduzia e retirava os dedos rapidamente. Deixo-se melar as faces com seu sumo. Como criança deleitava-se com o sabor salgado daquela buceta que conhecia de tocar com os dedos.
Os dedos, ah os dedos. Não contiveram-se e penetraram o ânus de Marina uma, duas vezes e ela soltou um gemido.
Isso é bom, pensou! Vou deixa-lo fazer tudo o que quiser.
Vendo que ela gostava e se excitava cada vez mais ela a penetrou! E sentiu-a tremer, no começo ela tentou recuar- contaria no botequim logo pela manhã, mas ninguém jamais acreditava em suas histórias desses encontros furtivos com a dama desconhecida- logo acomodou-se melhor e deixou possuir-se lutando para não gritar de prazer.
Deitada naquele sobre o assoalho duro não se queixou quando ele retirou o órgão de dentro dela e a virou de costas para ele. Uma ou duas estocadas depois ele viu sua bunda gingando. Dançando, convidando-o, rebolando num sem fim de gozos prometidos para outros dias e não se conteve. Enfiou um dedo no anus dela e sentiu que ela queria ainda mais.
Ele vai enfiar esse caralho enorme no meu cu! – disse baixinho, enquanto sentiu a glande penetrar-lhe lentamente. Não vou deixar, pensou. Deixou uma, duas, três vezes e quando ele ameaçou tirar ela disse alto esquecendo-se que estavam num lugar público: Não, não, enfia mais. Mete tudo seu filho da puta!! Vamos vai…
Sim, ele foi e ainda a masturbou com a mão direita enquanto socava o caralho até quase se enfiar as bolas naquele cuzinho apertado. Soube que era o primeiro.
Mais, mais ela gritou quando gozou e ele tirou o pênis a virou para cima e gozou na cara dela. Entre uma luz e outra pode ver o esperma escorrendo pela cara dela e ela o colhendo na boca.
Senti o gosto do seu rabo, sua vadia- disse-lhe, enquanto ela o chupava de novo. Gozou mais uma vez na boca dela. Subiu as calças e antes de ir embora avisou-lhe:
Na próxima vez trago um amigo!
Ela aquiesceu com a cabeça.
Um amigo! Ele vai trazer um amigo, que bom- disse baixinho enquanto se masturbava mais uma vez. Recompôs-se antes do final do filme e saiu antes que as letras miúdas tomassem conta da tela.
Mês que vêm a coisa vai ser ainda melhor- pensou no caminho de casa.
Não essas coisas não são para mim! A não ser na última sexta feira do mês.

























Logo acho que é bem mais excitante uma história real que uma montada, se bem que depende da montada, não?