Quem tem medo de Ginecologista?
Olá meninas! Acho que falo poucas coisas para os meninas aqui, mas eles que esperem não é mesmo? Este blog tem muitos assuntos masculinos, então eu apareço para falar coisas para nós mulheres! Risos. Bem, hoje eu encontrei mais um artigo bastante interessante no site da revista Marie Claire que vale uma republicação aqui. Espero que gostem dessa matéria!
O exame é íntimo e o papo também tem de ser, mas por esquecimento ou constrangimento, muitas mulheres deixam de contar certas coisas ou, então, acabam falando pouco de sexo com seus médicos. Veja quais são as omissões que podem prejudicar o tratamento ou o próprio diagnóstico.
PARCEIROS
O QUE DIZER Há situações de risco que não podem ser omitidas. Mesmo que não seja uma prática freqüente, é importante contar se o parceiro não usou preservativo em alguma ocasião, se colocou apenas na hora do clímax ou se a camisinha estourou. A ausência de preservativo no sexo anal ou em relações mantidas durante o período menstrual também deve ser revelada: nessas circunstâncias, os vasos sangüíneos ficam mais vulneráveis, aumentando as chances de se contrair qualquer tipo de vírus e bactérias. O diagnóstico também se torna mais fácil quando a mulher comenta se, após a relação, passou a ter coceira, ardência, corrimento, fluxo menstrual abundante, desconforto ao urinar ou, ainda, se sentiu um odor desagradável na região vaginal.
COMO DIZER Não é obrigatório mencionar a quantidade de parceiros sexuais. Mas não dá para sonegar certas informações: se um desses parceiros usa droga injetável ou se tem comportamento promíscuo (sai com outras pessoas ao mesmo tempo). Também é importante comentar se o homem costuma perder a ereção quando coloca a camisinha, porque é possível que isso aconteça também com outras mulheres -nesse caso, ele provavelmente mantém relações sem proteção com várias parceiras. ”A mulher não precisa abrir toda a sua vida sexual”, explica o ginecologista e terapeuta sexual Eliano Pellini, de São Paulo. Mas a paciente deve pedir para que o especialista prescreva um exame de segurança. ”Basta dizer que não conhece bem o parceiro ou que não usou preservativo em todos os encontros.”
RISCOS Relações perigosas podem transmitir os vírus causadores de herpes, HPV, hepatite B e aids, além de outras DSTs, como clamídia e gonorréia, doenças infecciosas, causadas por bactérias. ”Quando a paciente divide essas informações, o médico pode direcionar melhor os exames: já não basta fazer um Papanicolau ou uma avaliação ginecológica habitual”, diz a ginecologista gaúcha Jaqueline Brendler, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH). Omissões desse tipo são arriscadas: a clamídia, por exemplo, pode levar à infertilidade, se não for tratada. ”Além disso, existem alguns tipos de vírus HPV associados ao câncer de colo de útero”, explica o ginecologista Wladimir Taborda, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
ACESSÓRIOS
O QUE DIZER O especialista tem de saber se a paciente sente irritação e coceira após o uso de vibradores ou estimuladores de qualquer tipo.
COMO DIZER É suficiente relatar os sintomas que surgiram depois da prática. RISCOS Os principais problemas são as contaminações por fungo ou vírus HPV. Qualquer acessório erótico precisa ser higienizado adequadamente após o uso, isto é, lavado e guardado em um recipiente fechado. Além disso, o acessório não deve ser utilizado ao mesmo tempo para a prática de sexo anal e vaginal, sob o risco de transportar para a vagina bactérias ou fungos que são comuns no ânus. Ou de levar o vírus HPV do colo do útero para o ânus. Segundo os médicos, os acessórios eróticos dificilmente provocam alergia, porque são feitos de silicone ou látex -as reações alérgicas quase sempre são causadas por espermicidas. Além disso, vibradores e similares são mais recomendáveis do que outros objetos porque são anatomicamente desenhados e seu formato se adapta aos genitais.
ABORTO
O QUE DIZER É fundamental revelar ao médico a ocorrência e a quantidade de abortos -quanto maior o número, maior a chance de seqüelas.
COMO DIZER ”O ginecologista não precisa saber o motivo do aborto, mas como o procedimento foi realizado, se houve participação de um médico ou se ingeriu algum medicamento abortivo -essas informações dão pistas sobre o tipo de seqüelas que a mulher pode ter”, alerta a médica Jaqueline Brendler. Para ela, o melhor é ser direta: dizer, por exemplo, que precisou fazer um aborto há alguns anos e quer saber se isso pode trazer problemas à saúde em geral ou a uma futura gravidez.
RISCOS O número de abortos faz diferença quando a paciente deseja engravidar ou está no pré-natal. ”Muitas vezes, um aborto pode levar à não abertura do colo do útero na hora do parto. Sabendo desse antecedente, o médico vai avaliar os riscos e, eventualmente, evitar um parto natural”, explica Eliano Pellini. Para a ginecologista Jaqueline Brendler, também é essencial saber como a mulher se sentiu depois do aborto: se teve febre, se usou antibiótico por mais de um dia (o que pode indicar algum tipo de complicação), se foi para o hospital ou se houve hemorragia. Esses dados podem sinalizar conseqüências como infertilidade ou estreitamento do colo do útero. Há um agravante no caso específico das mulheres que têm fator RH negativo: para essas, o aborto implica a necessidade de se tomar a vacina gamaglobulina em, no máximo, 72 horas depois da intervenção. Sem esse cuidado, existe o perigo de o bebê desenvolver anemia intra-uterina em uma futura gestação. Com essa informação, o médico vai solicitar um exame especial para checar a situação atual da mulher.
ATO SEXUAL
O QUE DIZER Se tem dor ou sente qualquer tipo de desconforto, como ardência, durante a relação.
COMO DIZER Segundo os especialistas, a mulher geralmente fica intimidada com esses temas. ”Por isso, é melhor evitar que o médico seja um amigo ou parente: a situação fica ainda mais delicada”, aconselha o ginecologista Eliano Pellini. O ideal é ser direta: o desconforto durante a relação deve ser tratado como qualquer outro sintoma.
RISCOS Esse desconforto pode estar indicando falta de lubrificação. Nesse caso, o atrito causado pelo pênis na parede da vagina facilita infecções oportunistas, como a cândida, por exemplo. Se a dor surge no início da penetração é provável que a causa seja uma infecção na vulva, ou nos lábios vaginais. Há casos em que essa dor está ligada à contaminação por herpes. Mas se o sintoma aparece durante a penetração mais profunda é possível que a causa tenha a ver com cicatrizes internas, como as de cirurgias de apendicite, nas trompas, nos ovários ou até mesmo no intestino. Às vezes, sentir desconforto durante o ato sexual é um indício de endometriose (inflamação na parede do útero) ou de um mioma de grande volume. Se a dor é muito forte, a ponto de impedir a penetração, o médico vai pensar num quadro de vaginismo, uma contratura involuntária da musculatura que rodeia a vagina. Nesse caso, a terapia sexual oferece tratamento e possível solução do problema.
3 DETALHES ESSENCIAIS
Mesmo que o médico não pergunte, informe se você:
1- Esquece de tomar a pílula anticoncepcional freqüentemente: se a mulher deixou de tomar a pílula por até 12 horas depois do horário adequado, já é necessário usar preservativo em todas as relações, até o final da cartela, porque as chances de engravidar aumentam. O ginecologista pode indicar uma série de outros métodos seguros para quem não consegue manter a rotina dos comprimidos: a injeção anticoncepcional mensal ou trimestral, o implante de progesterona, o DIU de progesterona, o adesivo transdérmico e o anel vaginal, por exemplo.
2- É fumante e usa pílula anticoncepcional: tanto o estrógeno da pílula quanto a nicotina do cigarro têm efeito vasoconstritor, isto é, provocam a diminuição da circulação sangüínea dentro das veias. Crescem, assim, as chances de ocorrência de trombose ou derrames.
3- Não sente prazer na relação, não tem vontade de fazer sexo ou tem algum tipo de trauma sexual: o ginecologista tem como investigar e procurar causas orgânicas. Quando não houver nenhuma doença por trás disso, pode sugerir e encaminhar a paciente para um terapeuta sexual.
Fonte: Revista Marie Claire





















