Entrevista: Vida de um ator pornô
Os clubes de strip e swing vivem super movimentados. Desde que o mundo é mundo, existem homens e mulheres que ganham à vida dando prazer e brincando com a imaginação sexual dos outros.
Eu fui atrás pra saber com funcionam essas casas e fiz uma entrevista com um Strip e ator pornô profissional que foi dividida em duas partes. O nosso entrevistado preferiu que sua identidade fosse preservada. Por isso, nos vamos chamá-lo aqui apenas de W. Ele tem 31 anos e mora sozinho. Tem namorada fixa e alega que é totalmente fiel.
Obs: o nosso entrevistado, está a disposição para responder perguntas sobre sexo em geral que estejam ao alcance dele. Participe do Sexxxethera! Nós adoramos e respondemos todos os e-mails e comentários!
Mari: Como tudo começou?
W: Bom, eu sempre adorei freqüentar clubes de strip e sempre gostei de fazer brincadeirinhas com a minha namorada. Assistimos filmes pornôs, vemos vídeos na internet pra fazer igual. Um dia pensei em fazer disso minha profissão mas não tinha coragem. Então, em um dia num clube de swuing em São Paulo eu fiz meu primeiro strip público e adorei, me senti bem! Depois desse dia, comecei a procurar formas de entrar nesse mundo. Minha aparência e o meu bem estar sexual ajudou muito. Quando alguém faz isso por prazer, acaba sendo uma forma de realização! As mulheres me desejam, tem mil sonhos eróticos. Isso me excita, e me faz querer continuar sempre.
Mari: Seu trabalho atrapalha seu relacionamento?
W: Eu sou muito ciumento. E meu namoro tem 8 anos. Nós já passamos por todas as fazes possíveis. Chegamos a um nível de maturidade que poucos casais chegam. Ela no início não aceitava muito. Depois de um tempo acabou acostumando. Acho que é respeito e confiança. Nos baseamos nossa relação no respeito e confiança. Por isso conseguimos contornar isso. Depois de um tempo, ela passou a me acompanhar e até ri de algumas mulheres loucas que tentam me agarrar.
Mari: Você disse que copia vídeos na internet. Existe alguma coisa que ainda não fez?
W: Ah… Acho que por enquanto não. Eu não alimento fantasias e fetiches. Apenas sinto vontade e faço. Dialogo é completamente importante na minha relação, e procuramos inovar sempre pra obtermos experiências diferentes. Mesmo se eu quisesse, meu relacionamento jamais cairia na rotina. Nos completamos tanto que nunca nem pensamos em colocar uma terceira pessoa ou fazer coisas que envolvesse outras coisas. Se tive fantasias, foram realizadas e me sinto feliz por ser sexualmente realizado, fazendo com que a minha mulher seja realizada também.
Mari: Quanto aos filmes pornôs, eles obviamente tem cenas de sexo explícitos e normalmente sem camisinha. Isso não é traição?
W: Não! Isso é profissão!
Mari: E não tem medo de doenças?
W: São feitos exames periódicos sempre. Todos que trabalham nesse meio fazem controles médicos rigorosos e os resultados são sempre mostrados pra quem será nosso parceiro de trabalho. Isso não é cem por cento seguro, mas diminui muito as chances. O que tiver que ser, será!
Mari: Posição predileta?
W: De quatro em baixo do chuveiro.
Mari: O que te faz feliz na cama?
W: Gozar na cara, dar uns tapas, ver que minha parceira está gozando loucamente, e ser feliz. Acho que não tem coisas especificas que me fazem feliz! Acho que estar bem consigo mesmo e estar com quem se gosta, faz qualquer um feliz.
Mari: Sua vida pessoal é influenciada de alguma forma?
W: Não deixo que minha vida profissional interfira em nada! Nem todos sabem. Durante o dia eu trabalho num departamento financeiro, por isso acho que ninguém desconfia. Minha família é conservadora. E eu não gosto de lidar com a interpretação das pessoas em relação as minhas atitudes. Não deixo explícito por respeito. Mas não vejo nenhum problema em assumir se algum dia alguém descobrir.
Continua…






















