Especial GLS – Final

Para saber o que realmente passa na cabeça deles, aqui vai uma entrevista com Hugo Souza, que tem 19 anos assumiu a opção sexual aos 16, mora com os pais e atualmente namora.
Mari: Há quem diz que gay nasce, outras afirmam que depois de um tempo se vira. O que você pensa sobre isso? você acha que nasceu ou virou?
Hugo: Bom, na verdade isso e algo bem relativo, mas nem como explicar! Alguns viram, outros nascem. Eu tenho certeza que nasci assim e tive certeza quando tive a minha primeira relação sexual. Essa é uma pergunta relativa dependendo das experiências de cada um. O importante é se aceitar e se sentir bem.
Mari: Você assumiu com quantos anos? Como foi?
Hugo: Eu assumi aos 16 anos depois de muito relutar comigo mesmo. Mesmo tendo certeza que eu não sinto atração por mulheres, foi difícil pra mim aceitar. Minha família se assustou um pouco quando soube, mas me aceitaram! Eles aprenderam a me respeitar. Qaunto aos meus amigos, eu só tive apoio deles desde sempre e agradeço a Deus todos os dias por te-los em minha vida!
Mari: E o preconceito? Como você lidou ou lida com ele?
Hugo: O preconceito vem de dentro de quem sofre com ele! Eu não vejo preconceito, porque eu me aceito do jeito que sou e não acho errado! Cada um tem um estilo de vida. Eu tenho o meu. O fato de não me relacionar com mulheres não me faz melhor e nem pior que ninguém. Respeito os outros pra evitar ao máximo desrespeito.
Mari: Como é sua vida sexual? Comente sobre a sua primeira vez.
Hugo: Eu sou romântico. Minha primeira vez foi com meu primo aos 16 anos. Foi em casa e eu estava um pouco assustado. Mas me deixei levar e no fim foi tranqüilo. Mesmo que tenha sido minha primeira vez, não me lembro bem dos detalhes. Hoje em dia, eu sou sexualmente (muito) ativo e namoro. Gosto disso e não pretendo mudar. No geral, minha vida sexual foi muito arriscada no inicio. Eu comecei a freqüentar boates muito cedo, com isso, conheci muitos homens mais velhos. Já cheguei ate fazer programas, transar com 3 ou quatro caras seguidos na mesma noite. Algumas experiências foram frustrantes, outras foram gostosas. Prefiro pensar que todas foram um aprendizado. Mas se fosse hoje, não faria tudo que fiz.
Mari: Se pudesse dizer algo para aqueles que ainda não se assumiram ou tem algum problema com sua opção sexual, o que você diria?
Hugo: Diria para não terem verginha. As pessoas perdem tempo de mais imaginando o que os outros pensam! Se a sociedade fosse tão correta, preocuparia com outras coisas… Não com os gays.

As experiências sexuais lésbicas, mechem muito com a imaginação masculina. Muitos homens gostam de assistir mulheres fazendo sexo. Mesmo que não seja completamente aceito e sofra muito preconceito, ainda é menos atingido que os gays. A nossa colaboradora lésbica é Nathalia Campos, tem 22 anos, mora sozinha e atualmente está enrolada.
Mari: Muitos dizem que se nasce lésbica, outros dizem que é uma escolha. Você escolheu ou acha que nasceu assim?
Nathalia: Acho que a pessoa nasce. Ninguém pode escolher por quem sente tesão, sente atração. Ser lésbica não é apenas um dia você acordar um dia e decidir que vai beijar mulheres. Tem todo um contexto atrás disso você uma mulher ama outra mulher, sente atração por outra, se apaixona. Penso que isso não escolhemos.
Mari: Essa mudança foi com quantos anos? E a sua atitude em relação aos outros foi assumir, esconder? Atualmente, sua família e amigos sabem?
Nathalia: A Primeira mulher que eu fiquei eu tinha 19 anos, minha primeira reação foi esconder, tentava esconder de mim mesma. Não aceitava a possibilidade de eu estar apaixonada por outra mulher, não aceitava o desejo que eu sentia de beijar aquela boca de novo, com o tempo as coisas foram clareando pra mim aos poucos fui contando para amigos, depois para minha mãe depois contei pro resto da minha familia.
Mari: Se possível, nos conte um pouco sobre a aceitação das outras pessoas (família, amigos, desconhecidos).
Nathalia: Quanto à amigos nunca tive problema, eu sempre soube que meus amigos seriam meus amigos de qualquer forma. Uma coisa que não posso queixar são dos meu amigos. Familia eu já tive um pouco mais de problema.. Alguns aceitaram, outros demoraram e acabaram aceitando, alguns jamais vão entender.
Mari: O preconceito é excessivo às vezes. As piadas são comuns em alguns ambientes e os lugares GLS nem sempre são tão bem aceitos pelo publico em geral. Qual a sua opinião em relação à isso?
Nathalia: Respeito a opinião de cada um. Não posso obrigar todo mundo aceitar, então quando vejo certos preconceitos fico na minha, cada um com seu cada qual.
Mari: Se puder nos conte sobre experiências sexuais e em especial a sua primeira experiência.
Nathalia: Minha primeira experiência sexual com mulher foi em um motel, eu queria muito saber como era, foi maravilhoso, eu fiquei mais retraída, mas naquele momento eu me encontrei. Os toques foram carinhosos, os beijos com desejo. E isso continuou até hoje. Coisa que não tinha com homem. Um beijo de um homem não me da o tesão que de uma mulher dá.
Mari: Você namora ou já namorou antes, como era o relacionamento?
Nathalia: No momento estou “enrolada” e meu relacionamento é super carinhoso. Adoro demais a pessoa que está do meu lado. Não é um relacionamento de muito tempo mas é como se eu conhecesse a pessoa a tempos, nos damos super bem em todos os quesitos desde diálogos a sexo.
Mari: Já fez sexo com homens também? Acha ruim, melhor, indiferente ou pior? Qual a diferença?
Nathalia: Já fiz sim, logo quando fiquei com mulher eu me desnorteei, eu mesmo não me aceitava, não aceitava a possibilidade de estar apaixonado por outra mulher, então fui para cama com um homem (até então eu era virgem) para saber o que era, o que eu iria sentir. Me ajudou a definir mais minha opção realmente não curto sexo com homens.
Mari: Diga algo para nós sobre o assunto, seja expor seu ponto de vista sobre o preconceito ou falar alguma coisa que ajude a esclarecer o meio lésbico.
Nathalia: Bom, Acho que toda forma de amor é valido. Não sendo prejudicial a ninguém. Acho que as pessoas deveriam respeitar mais.
E você o que pensa a respeito? Aqui termina nosso especial GLS. Espero que tenham gostado!






















