Alguém tem que ceder

Vou separar as pessoas de todo o mundo em dois grupos. As que querem um relacionamento fixo e as que não querem. Deixando as que não querem algo fixo de lado, vou separar novamente as pessoas que querem um relacionamento fixo em dois novos grupos: os sonhadores e os realistas.
Os sonhadores são aqueles que fazer mil e um planos diferentes e sempre enxergam um bom futuro. Os realistas mantém o pé no chão e analisam mais a razão do que a emoção.
Tomando uma base por estas duas diferenças apenas, já é possível imaginar como seria uma longa relação entre os dois. Por vezes os papéis podem se inverter, mas inicialmente sempre há aquela harmonia. Até que o tempo passa e os problemas começam.
Você já percebeu que quando estamos apaixonados, tendemos a chegar bem perto de nossos parceiros e falar ao pé do ouvido coisas gostosas de ouvir? As conversas são sempre boas e próximas. E já percebeu também que quando brigamos, começamos a gritar, mesmo que a pessoa esteja perto? Segundo um ensinamento budista, um casal fala baixo um com o outro por que seus corações estão próximos, quase unidos. E quando brigam, eles ficam distantes um do outro, por tanto, é necessário gritar para tentar fazer ouvir… Legal não?
Brigas acontecem eventualmente, seja por um grande motivo ou por vários pequenos, mas não acontecem por acaso num relacionamento. A intenção de uma briga é tentar resolver um problema, e para resolvê-lo, principalmente quando é um problema dos dois, alguém tem que ceder.
Pessoas que não dão o braço a torcer e que não admitem que estão erradas não conseguem levar adiante um longo relacionamento. Todos nós somos diferentes uns dos outros e precisamos conviver com estas diferenças. Ninguém é obrigado a mudar, mas evitar o que não faz bem aos dois é muito importante.
























