Dicas para o sexo anal
Brasileiro adora bunda, apesar de recentemente a preferência nacional estar mudando, segundo a revista época. Parece óbvio que essa preferência não é exclusivamente estética. Mais do que olhar, eles querem comer. O problema é que esse gosto exacerbado pelo bumbum não encontra correspondência à altura no comportamento das mulheres. A maioria não dá, ou diz que não dá. Outras tantas, fazem da bunda um espécie de última trincheira que elas só entregam a quem realmente merece, em troca de muito carinho e promessas de amor eterno. É o que se chama vulgarmente de “fazer cu doce”.
Verdade seja dita: apesar da bunda entrar livremente nos lares mais respeitáveis rebolando e cantando, dar a bunda ou, se você preferir, tomar na bunda, continua tendo um forte sabor de coisa proibida. Há, certamente, quem goste (e muito) de dar. Já conheci mulheres para quem uma transa sem sexo anal era uma trepada incompleta. Essas não só gostavam como faziam questão. Por outro lado, existem aquelas que experimentaram e não gostaram. A principal alegação é de que sentiram apenas dor e nenhum prazer.
Qual a razão de opiniões tão divergentes se nas outras formas de intercurso sexual o prazer é quase um consenso? Primeiro porque existem, em nossa sociedade, os paradigmas de que o sexo anal é doloroso e sujo. A cultura ocidental, fortemente influenciada pela igreja, sempre catalogou o coito anal como antinatural. Isso porque, por não servir à reprodução da espécie, o sexo anal tem como único objetivo o prazer e trepar por prazer é considerado pecado.
As mulheres, especialmente elas, sempre foram induzidas a acreditar nesses paradigmas e terminam por encarar o sexo anal com apreensão e até medo. Isso as torna tensas e essa tensão contribui para tornar a penetração difícil e dolorosa. Mas se o homem for cuidadoso e a mulher estiver relaxada, confiante, excitada e cheia de tesão, a penetração anal pode se dar sem dor.
CUIDADOS ESSENCIAIS
O pénis e o ânus devem estar limpos. Um bom banho antes faz com que os parceiros se sintam mais seguros e ajuda a relaxar. O ânus não possui lubrificação natural. Portanto use algum produto que ajude nessa tarefa. A saliva não é eficiente porque seca muito rápido. A velha e boa vaselina ainda cumpre seu papel mas atualmente existem produtos mais adequados, como o K.Y., um gel solúvel em água, sem cheiro e com gosto de soro fisiológico. As unhas devem estar bem cortadas e limpas.
PRELIMINARES
Se as preliminares são importantes em qualquer relação sexual, no sexo anal elas são indispensáveis. A mulher tem que estar excitada, com tesão e querendo dar o bumbum para você. Sendo assim, capriche nos beijos, nas carícias, nas palavras (“sejamos docemente pornográficos”, já dizia o poeta Drumond de Andrade) e use a língua. Afinal, nada mais justo do que cobrir de beijinhos, mordidinhas e lambidas uma coisa que você deseja tanto.
PREPARANDO O TERRENO
Use o dedo. Ele tem importância fundamental nesse processo. Pegue o K.Y. (ou a vaselina) e espalhe uma boa quantidade, fazendo movimentos circulares em torno do ânus. Depois, introduza o dedo bem devagar. Não vá fundo (pelo menos, ainda não). Meta apenas a ponta do dedo e faça movimentos suaves e lentos de entra e sai. Isso irá ajudar sua parceira a relaxar, além de excitá-la muito. Aos poucos, vá aprofundando a penetração, sempre atento às reações dela. Lembre-se: seu objetivo a ter e dar prazer. Penetre o ânus com um ou dois dedos lambuzados de K.Y. Isso ajuda a relaxar o esfíncter e vai deixar sua parceira ainda mais excitada. Use a língua – O ato de lamber ou chupar o ânus é chamado cientificamente de “annilingus”.
DEVAGAR E SEMPRE
Na hora de botar, use mais K.Y. nela e em você também. Quanto mais lubrificado, melhor. Por mais que você esteja afim, vá com calma. É necessário aliar paciência e firmeza para merecer estar no fundo do fundo daquela bunda que você tanto deseja. Em geral, a penetração compreende três etapas. Primeiro, encoste a cabeça do pau no lugar certo e exerça uma pressão suave mas determinada. Quando a glande estiver dentro, pare, dê um tempo para que o esfíncter se dilate e se acomode à presença do “invasor”.
Sussurre umas sacanagens gostosas no ouvido dela, beije seu pescoço, sua nuca, de modo a manter a excitação sempre em alta. No segundo estágio, penetre aos poucos até que a metade do pénis esteja dentro do ânus. Sempre com calma, comece a se movimentar suavemente, lentamente, para dentro e para fora.
A partir daí não tem retorno. É se entregar ao delírio de estar, finalmente, comendo a bunda da gata que, se tudo tiver sido feito direitinho, estará experimentando um prazer intenso, diferente de todos os outros. Se não for uma múmia, ela irá colaborar com seus movimentos, empurrando o bumbum de encontro ao seu corpo, ditando o ritmo que lhe seja mais prazeroso.
O terceiro estágio da penetração? É ela quem decide quando e lhe dá o sinal verde pedindo “bote tudo, meta toda…”.
Quando a glande entrar, pare um pouquinho. Depois vá enfiando até que a metade do pénis esteja dentro do
ânus.
Quanto as posições, existem várias. Tente aquela que trará mais conforto.

























